O Salão Nobre da Universidade
Católica de Petrópolis (UCP) recebeu, nesta quarta-feira (02.04), o seminário
“Desmistificando o Autismo”, promovido pela prefeitura. O evento integrou a
programação do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo e reuniu
profissionais da Educação, Saúde e Assistência Social, além de familiares e
interessados no tema.
Gabriela Vaz Monteiro Dias,
mãe atípica, emocionou o público ao compartilhar seu relato de vida com seu
filho autista.
“Foi uma oportunidade de
mostrar que, apesar dos desafios diários, é possível transformar a realidade
com afeto, escuta e apoio em rede”, disse Gabriela.
O seminário também contou com
a exposição da assistente social da APAE, Cristiane Maria Rodrigues Ferreira,
que falou sobre o atendimento e as políticas de suporte às famílias. Em
seguida, o professor de Educação Física e professor adjunto da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Jomilto Praxedes, abordou a importância da
inclusão de estudantes com autismo em atividades corporais e pedagógicas.
“A participação de todos os
setores neste debate é essencial para garantir o acolhimento e o
desenvolvimento das pessoas com autismo. O evento de hoje mostra que Petrópolis
está comprometida com a inclusão de forma efetiva”, afirmou o prefeito Hingo
Hammes.
Durante o encontro, as
contribuições dos participantes foram registradas para a construção de um
documento coletivo com propostas voltadas à melhoria das condições de ensino e
inclusão dos estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no município.
A ideia é que esse material oriente novas políticas públicas.
“O seminário nos ajuda a
avançar em práticas pedagógicas que respeitam a individualidade de cada
estudante. A escuta das famílias, dos especialistas e dos profissionais da
ponta é o que vai dar sentido às nossas próximas decisões”, disse o secretário
de Educação, Alexandre Gurgel.
O secretário da Pessoa com
Deficiência, Mobilidade Reduzida e Doenças Raras, Leandro Kronemberger,
ressaltou a importância da articulação intersetorial. “Somente com diálogo
constante entre as secretarias e a sociedade civil conseguiremos garantir o
acesso pleno aos direitos de todas as pessoas com deficiência”.
A subsecretária de Educação,
Ana Carolina Kapler, também destacou a relevância do evento. “Nosso trabalho é
garantir que o ambiente escolar seja seguro, acolhedor e adaptado. A formação
continuada e espaços de troca como este são fundamentais para que isso se
concretize”.
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