A qualidade das pontes em rodovias federais está no centro de uma consulta pública aberta pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a UNITA – Unidos por Itaipava - convoca a população a participar ativamente. A iniciativa permite que cidadãos relatem problemas estruturais, como rachaduras, iluminação precária, largura insuficiente e sinalização deficiente. As informações coletadas serão usadas pelo TCU para fiscalizar a gestão da manutenção dessas estruturas, cobrando providências dos órgãos responsáveis.


Em Itaipava, a preocupação com a segurança das pontes é urgente. O distrito, com três rodovias federais essenciais para a sua mobilidade - BR-040, BR-495  e União e Indústria– sofre com conexões deficientes entre elas, como a Ponte do Arranha-Céu, com risco iminente de colapso. Para a UNITA, a participação da população na pesquisa é essencial para pressionar as autoridades por soluções efetivas.


“A Ponte do Arranha-Céu é um exemplo claro do descaso com a infraestrutura viária. Há anos, entidades longevas vem alertando para a necessidade de investimentos e modernização, mas seguimos sem uma solução definitiva. Essa consulta pública é uma oportunidade para que cada cidadão manifeste sua preocupação e exija ações das autoridades competentes”, afirma Alexandre Plantz, presidente da UNITA.


A auditoria do TCU avaliará tanto as rodovias administradas diretamente pelo governo federal quanto os trechos concedidos à iniciativa privada. Atualmente, o Brasil possui cerca de 6 mil pontes em rodovias federais, e a segurança dessas estruturas impacta diretamente a mobilidade e a vida da população.


A UNITA reforça que a consulta pública está aberta a todos e que as manifestações podem ser feitas de forma anônima ou identificada. Para responder ao questionário, basta acessar o site do TCU ingressando na página  Como estão as pontes por onde você passa? ou utilizar o aplicativo TCU Mobile, disponível para Android e iOS.


“É um momento de unir forças. Se cada um de nós participar e relatar os problemas que enfrentamos, aumentamos a pressão para que soluções saiam do papel. Não podemos esperar uma tragédia para que medidas concretas sejam tomadas”, destaca Fabrício Santos, secretário da Unita.

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